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  • Equipe Shopper Telling™

O Espelho do Storytelling

Se todas as histórias pudessem ser narradas com poesia e transformadas visualmente em contos, quem não as veria, quem não as leria? Toda forma de falar entrega complexas mensagens. E é essa complexidade que faz a perfeição das narrativas. O tal nome “storytelling” que na tradução literal significa narrativa, na verdade é bem mais do que isso. Quando você consegue entregar uma mensagem através de um enredo, chamamos de arte de contar uma história. Como toda arte, é preciso se entregar para a história. Impossível não humanizar e individualizar. Para absorver uma história, é preciso antes dominar a arte da escuta ativa presente. Imagine alguém narrar sua vida para você e naquele momento você conseguir sentir como o narrador? Apenas escute com toda a sua presença. E não importa se é a história da vida de uma pessoa ou é uma história de um produto ou serviço. Os amantes do storytelling, antes de mais nada amam escutar. A partir desse momento acontece a transposição de personagens. Um brainstorm carregado de emoção para se conectar com a técnica. Porque para toda arte, há emoção e há técnica. Desconstruir e construir uma linha central que segure todo o enredo invisivelmente é uma das técnicas. Se o narrador não tem consciência dessa linha invisível, você que escutou atentamente conseguirá unir pontos óbvios, mas que passariam despercebidos. E esse roteiro ganha vida, ganha notoriedade, ganha junções, ganha estilo e recebe suor. Porque quem escreve um roteiro, faz com suor, faz com alma. Cada palavra escrita salta e dança ali na sua frente. Os olhos do roteirista explodem de ansiedade, conseguem antever a cena, os pulsares, os choros e os sorrisos, até as palmas. É chegada a hora de colocar cor. Desenhar cada ponto dessa narrativa, não para simplificar o enredo, mas para complementar, porque sabemos que a mágica mesmo está no roteiro. E as tantas obviedades que você percebeu ao escutar fazem renascer uma narrativa que para o narrador é como um grande espelho. O que será enxergado ali, não sabemos. As surpresas da narrativa também fazem parte do ensejo. E que bom, porque amantes do storytelling, sabem o valor de uma emoção e a querem por perto.


Por: Fabíola Santana



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